AGRUPAMENTOS 1255 – MONCARAPACHO E 413 – FERRAGUDO RECEBEM NOVOS ESPAÇOS

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Recentemente, foram concedidos aos Agrupamentos 1255 – Moncarapacho e 413 – Ferragudo novos espaços de grande utilidade e importância para as atividades escutistas de cada um. A nova Sede em processo de construção (aprovada a 25 de agosto), para o primeiro, e o Centro Náutico já inaugurado (a 21 de agosto), para o segundo, têm como propósito substituir as antigas infraestruturas destes Agrupamentos e melhorar as suas condições.

Numa entrevista realizada aos Dirigentes Luís Lopes (1255 – Moncarapacho) e Aida Quintião (413 – Ferragudo) procurámos compreender ambos os processos que levaram a este momento.

Quando questionámos há quanto tempo se encontravam na Sede antiga, o chefe Luís Lopes confidenciou-nos que o Agrupamento 1255 adquiriu, aquando da sua fundação em 2003, uma sala com duas divisões pertencentes ao antigo Lar da 3ª Idade da Santa Casa da Misericórdia (SCM). Como na altura só tinham elementos para abrir duas Secções (Exploradores e Pioneiros), o espaço era suficiente se adicionassem uma outra divisão ao ar livre, exterior à sala que utilizavam para as atividades e reuniões. Contudo, à medida que o Agrupamento foi crescendo e com a abertura da Iª Secção, aquela área começou a demonstrar-se pequena. Por isso, após uma reunião com a Câmara Municipal de Olhão, foi-lhes proposto que ocupassem a antiga Escola Primária no Sítio da Foupana – Moncarapacho, o que acabou por não se concretizar. “O local não era mau, mas distava 4 km de Moncarapacho e era difícil deslocar todo o Agrupamento do sítio onde nos encontrávamos, visto termos a Igreja e as salas da Catequese perto. Ainda assim, para não perdermos esse espaço sugerimos que a escola ficasse a cargo dos Agrupamentos do CNE do concelho de Olhão (Olhão, Quelfes e Moncarapacho), tendo ficado em aberto um projeto para uma futura Sede sem data a considerar”, esclareceu o dirigente. Entretanto, com o projeto de ampliação do novo Lar da 3ª Idade da SCM, foi-lhes pedido que deixassem o lugar onde se instalaram no início da sua fundação até ao final de 2009. Depois desse desfecho e sem Sede para o Agrupamento, a União de Freguesias Moncarapacho e Fuseta decidiu autorizar a ocupação do Pavilhão Multiusos da Junta de Freguesia para as atividades e reuniões necessárias e pouco tempo mais tarde cederam-lhes 3 pequenas salas/anexos junto ao Pavilhão, onde até hoje utilizam como Sede e “arrecadação”, enquanto a nova infraestrutura não está concluída.

Já no que diz respeito ao 413 – Ferragudo, Aida Quintião revela que há 30 anos lhes foi entregue o espaço físico. Existia lá um contentor que utilizavam e foi dessa forma que depois se criou o antigo Centro Náutico. Entretanto, há cerca de 6 ou 7 anos, entregaram, também, ao Agrupamento os contentores laranja que tinham. Ao longo de vários anos, tentaram encontrar mais algum espaço para guardar o material náutico, visto que foram realizados investimentos e era necessário uma maior área de arrumação para embarcações, motores, coletes, entre outros. Todavia, aquele local começava a ficar cada vez mais degradado e em mau estado, pelo que já tinha sido efetuado o pedido de intervenção no espaço. Ainda assim, todo o processo até à aquisição do novo Centro Náutico da Angrinha foi “demorado e muito burocrático. Tivemos de falar com muita gente, os projetos prescreviam… foi complicado”, confessou a Chefe de Agrupamento.

Como conseguimos perceber, ambos os Agrupamentos indicam um problema comum: a necessidade de aumentar a sua área tanto da Sede como do Centro Náutico. E, por esse motivo, a modificação das infraestruturas era crucial:

A dificuldade é imensa no que toca à criação dos espaços das Secções (Covil, Cantos de Patrulha e de Equipa). Sentimos que o imaginário e a pedagogia escutista se perdem um pouco. Por isso, nos últimos anos e mais propriamente nestes dois últimos devido à pandemia, sempre que nos era possível, privilegiámos as reuniões e atividades ao ar livre não usando a sede, tendo em conta que não existiam condições. Consequentemente, quando em 2019 a Câmara Municipal de Olhão nos lançou uma proposta de partilha de um lote de 600 m2 com a sede da Banda Filarmónica 1º de Dezembro de Moncarapacho, aceitámos de imediato“, explica o chefe Luís Lopes, acrescentando que a empreitada para a construção da nova Sede se encontra ao encargo da Câmara Municipal de Olhão.

Por seu lado, a dirigente Aida Quintião afirma que a mais recente aquisição “foi importantíssima! Há uns anos todos os Agrupamentos marítimos se juntaram para um projeto e Ferragudo adquiriu duas novas embarcações maiores. Com o aumento do efetivo e aquisição de material náutico o aumento do espaço era essencial. Para além disso, ao longo do tempo fomos conseguindo comprar mais material que de necessitávamos. Por exemplo, há 2 ou 3 anos comprámos cerca de 12 canoas. Era muita coisa…”, e salienta, ainda, o seu agradecimento à Diocese e ao Sr. João, membro do Centro Paroquial, local onde durante vários anos foi possível ao Agrupamento armazenar algum material.

Cada um destes projetos representa um grande passo para ambos os Agrupamentos, pois tal como nos conta o dirigente de Moncarapacho “é um sonho quase concretizado! Estamos todos ansiosos para que esta obra ‘apareça’ o mais brevemente possível”. Porém, confessa que o mais importante é que o projeto já foi aprovado e que o Agrupamento poderá contribuir para que os seus elementos possam crescer em todos os polos educativos de forma mais saudável, colocando em prática os ensinamentos de Baden-Powell.

Para o Agrupamento de 413 – Ferragudo o sentimento é semelhante e já se fala em planos para o novo Centro Náutico. De entre alguns exemplos podemos destacar o apoio que darão em atividades regionais e nacionais e até mesmo em iniciativas junto da Paróquia e da comunidade. Inclusive, já tiveram oportunidade de acolher regatas, participar em várias limpezas de praias mais próximas e realizar atividades em conjunto com os pais, como a celebração do aniversário do Agrupamento. Para além disso, atualmente, é-lhes possível guardar todas as embarcações junto da linha da água, fazendo, assim, um aproveitamento do areal, algo que anteriormente não acontecia. A Chefe de Agrupamento termina dizendo que “este posto náutico, ainda que novo, será sempre carinhosamente apelidado de ‘barracão’, pois foi assim que sempre o conhecemos”.